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Svania Reis - Clínica Psicanalítica

Uma jornada de autoconhecimento e reconstrução do seu Ser através da psicanálise

Psicanálise

A psicanálise não é um método rápido, nem uma promessa de respostas prontas. Ela é um caminho de retorno: ao que foi silenciado, ao que se repete, ao que dói e insiste em pedir nome. Transformar-se, na psicanálise, não significa “virar outra pessoa”, mas poder existir dentro de si mesma sem o peso de antigos enredos. É abrir espaço para que desejos antes interditados encontrem palavra. É perceber que aquilo que parecia destino pode, na verdade, ser história, e história pode ser reescrita. A transformação acontece quando o sujeito deixa de fugir da própria dor e começa a escutá-la. Quando compreende que o sintoma não é inimigo, mas mensageiro. Quando reconhece que repete não por escolha, mas por lealdade ao que um dia foi necessário para sobreviver.

Neste percurso, a análise oferece três movimentos fundamentais:

1. Escutar o inconsciente. Aquilo que não sabíamos sobre nós começa a emergir em lapsos, sonhos, afetos e pequenas rupturas no discurso. É ali que a verdade pulsa.

2. Romper com as repetições. As relações que machucam, os amores que se repetem, os lugares onde sempre nos colocamos, tudo isso ganha sentido e perde força quando é atravessado pela palavra.

3. Criar novas possibilidades de existir. A análise não elimina o passado, mas liberta o futuro. O sujeito aprende a sustentar sua própria falta, a desejar com menos medo e a viver sem o peso de personagens que não lhe pertencem mais. No fundo, a psicanálise é um convite silencioso e radical:

Tornar-se quem você é, além das feridas, além dos mandatos, além das repetições.

Psicanálise do Trauma

O trauma não é apenas o que aconteceu, é o que não pôde ser sentido, dito ou amparado. 

Ferenczi nos ensinou que o trauma nasce quando a criança encontra um adulto que não fala a línguagem da ternura, mas da força, do excesso, da invasão. É a confusão de línguagem: o sujeito pequeno tenta se adaptar ao que o ultrapassa. E, para sobreviver, se trai.

Freud revelou que nada disso desaparece: o inconsciente guarda, repete e tenta elaborar aquilo que um dia foi insuportável.

Winnicott mostrou que, quando o ambiente falha cedo demais, o sujeito cria um falso self, uma forma de existir sem realmente estar.

A clínica atual compreende que o trauma atravessa gerações: o não-dito dos pais se torna o sintoma dos filhos.

A psicanálise oferece o que faltou lá atrás: um espaço onde a dor pode finalmente ganhar palavra, onde o corpo deixa de carregar sozinho, onde a repetição se transforma em escolha.

O trauma pede presença, cuidado e precisão. Pede alguém que escute com firmeza e delicadeza o que nunca pôde ser dito.

E é nesse encontro que algo novo pode nascer: não o apagamento do passado, mas a possibilidade de voltar a existir dentro da própria história.

Trauma é o que sobra quando a criança precisou ser adulta cedo demais.

A análise é o lugar onde essa criança finalmente pode descansar.

Vínculos

Vínculos, onde o sujeito encontra (ou perde) o seu próprio contorno. Winnicott · Melanie Klein · Bion.

Os vínculos são o primeiro território que habitamos. Antes de termos palavras, já existiam gestos, presenças e ausências moldando a forma como aprendemos a amar, a confiar e a nos proteger.

Winnicott — o ambiente que sustenta.Para Winnicott, o vínculo não é luxo: é condição de existência.Quando o ambiente é suficientemente bom, o sujeito cresce confiando em seus sentimentos e se tornando capaz de viver. Quando falha cedo demais, surge o falso self, uma adaptação que protege, mas rouba autenticidade.

Melanie Klein — amor, ódio e ambivalência. Klein mostra que os vínculos não são apenas externos; carregamos dentro de nós objetos internos que moldam nossas relações. Amor e agressividade convivem, e o vínculo se torna espaço de fantasia, projeção e reparação. Ela nos lembra que amar de verdade exige sustentar a ambivalência.

Bion — o vínculo que transforma. Bion descreve o vínculo como um campo de transformação psíquica. É no encontro com um outro capaz de conter nossas angústias que aprendemos a pensar o que antes só era dor.

No vínculo continente–contido, o sujeito deixa de colapsar e começa a simbolizar. Vínculo é construção, não destino. Quando crescemos em ambientes falhos, os vínculos se tornam caóticos, repetitivos, sufocantes. Lacan — o laço como efeito da falta

O vínculo, para Lacan, nasce do desejo e da falta. É no encontro com o Outro, e com o que nele nos escapa que repetimos, amamos, sofremos e tentamos nos fazer existir. A análise permite que o sujeito deixe de buscar no vínculo uma completude impossível e comece a construir relações mais livres, menos guiadas pela fantasia de salvação.

Mas a análise oferece um novo tipo de laço, ético, firme, vivo, onde a história pode finalmente ser elaborada e a relação consigo deixa de ser marcada apenas pelo trauma e ver vínculos é rever a própria vida.

E é nesse movimento que o sujeito reencontra o que há de mais verdadeiro em si.

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