Minha jornada como profissional de ajuda
Svania Pinheiro Reis
Psicóloga · Psicanalista
CRP 06/227498
Trabalhei por mais de 30 anos no mundo corporativo, atuando como gestora de áreas e de pessoas. Essa experiência me ensinou a reconhecer talentos, limites, potenciais e caminhos possíveis — e, sobretudo, a escutar aquilo que muitas vezes não encontra lugar para se expressar no ritmo da vida produtiva.
Após a aposentadoria, iniciei um novo tempo. Um tempo de escuta, descobertas e reconexão comigo mesma. Foi nesse momento que compreendi a necessidade de curar feridas, fechar ciclos e reconhecer meus próprios recursos. Essa travessia pessoal foi profunda e transformadora.
Ao longo desse percurso, tornou-se claro que eu poderia acompanhar outras pessoas em seus momentos de crise, transição e ruptura. Não apenas como profissionais, mas como sujeitos que buscam existir com mais verdade, sentido e presença.
Desde o início, meu caminho foi guiado pelo desejo de compreender as profundezas do trauma, dos vínculos humanos e das escolhas que se repetem ao longo da vida. Há mais de dez anos acompanho pessoas que carregam histórias de trauma, cansaço afetivo e excesso de responsabilidade, auxiliando na transformação da dor em movimento de vida.
Muitas chegam esgotadas, desconectadas de si, sem conseguir reconhecer seus próprios recursos. Aos poucos, no tempo do processo, reencontram possibilidades de expressão, elaboração e direção.
O encontro com a psicanálise
Minha formação percorreu diferentes caminhos que ampliaram minha sensibilidade clínica e meu olhar para o sofrimento humano. Experiências iniciais de cuidado me ensinaram a escutar a delicada relação entre corpo e emoção. A abordagem sistêmica e transgeracional ampliou meu olhar para as heranças invisíveis que atravessam as histórias familiares.
A psicologia e, posteriormente, a psicanálise, tornaram-se o eixo central da minha prática clínica. Foi na psicanálise que encontrei uma linguagem capaz de sustentar a complexidade dos vínculos, do trauma, da repetição e dos impasses ligados à identidade, ao trabalho e à construção de si.
Hoje, integro essas experiências em uma clínica sensível e ética, um espaço onde cada pessoa pode nomear sua história, compreender suas repetições e, aos poucos, voltar a existir com mais presença, autonomia e verdade, inclusive em relação aos seus caminhos profissionais e à expressão do próprio potencial.
Abordagem
Minha prática clínica é fundamentada na psicanálise e se sustenta na escuta cuidadosa da singularidade de cada sujeito.
O trabalho terapêutico não busca adaptação, correção de comportamentos ou respostas prontas. Busca compreender as repetições, os vínculos e as marcas do trauma que atravessam a história de cada pessoa.
A partir da palavra, da escuta e do tempo, torna-se possível reconstruir sentidos, elaborar experiências e retomar a própria existência com mais verdade, responsabilidade e presença.


Percurso
